A documentação eletrônica brasileira

Estrutura central.

NF-e modelo 55

NF eletrônica usada em operações de circulação de mercadoria. Cobertura ICMS, IPI, PIS, COFINS quando aplicável. Padrão SPED Fiscal.

NFC-e modelo 65

NF eletrônica para consumidor final em algumas UFs. Mais comum em B2C.

NFS-e

NF eletrônica de serviços, regulada por município. Cobertura ISS. Padrão variável por municipalidade.

NF-Avulsa

Emitida em casos específicos por contribuinte sem inscrição estadual ativa. Tratamento próprio.

O que muda na NF-e na Reforma

Quatro pontos.

Marcação IBS, CBS e IS

Em adição aos campos atuais de ICMS, IPI, PIS e COFINS, a NF-e na transição recebe campos para IBS, CBS e IS quando aplicáveis. A Receita Federal acompanha publicação de leiautes adaptados.

CFOP em transição

CFOPs atuais permanecem durante a transição. Novos CFOPs ou ajustes em CFOPs existentes podem ser publicados conforme regulamentação.

CST em coexistência

CST de ICMS, IPI, PIS e COFINS continua relevante durante a transição. Marcação para IBS e CBS conforme regulamentação publicada.

Comprador na escrituração

Comprador escritura conforme regime aplicável. Marcação correta na NF é pré-requisito para aproveitamento de crédito quando aplicável.

O que muda na NFS-e

Em transição também.

ISS substituído por IBS

ISS é gradualmente substituído por IBS na parte de serviços conforme cronograma. Em transição, NFS-e municipal e nova lógica federal/IBS coexistem.

Padronização nacional

Há iniciativa de padronização nacional de NFS-e em curso, anterior à Reforma e acelerada por ela. Cada município acompanha em ritmo próprio.

Comprador de serviço B2B

Aproveitamento de crédito não cumulativo de PIS, COFINS e ICMS aplicável em alguns serviços. Em CBS, lógica de crédito conforme regulamentação.

Documentação por sub-tipo

Serviços técnicos, transporte, comunicação, software, intermediação: cada um pode ter tratamento próprio na nova lógica. Detalhes seguem regulamentação.

CFOP e CST coerentes na transição

A marcação correta é central.

CFOP por operação

5.102 (revenda intra-estado), 6.102 (revenda interestadual), 5.101/6.101 (produção própria), 5.405/6.404 (com ST), 6.108 (consumidor final empresa interestadual), 1.202/2.202 (devolução), e outros conforme contexto.

CST por tratamento ICMS

00 tributada integral, 10 tributada com ST, 20 redução de base, 30 isenta ou não tributada com ST, 40 isenta, 41 não tributada, 50 suspensão, 51 diferimento, 60 ICMS cobrado anteriormente, 70 redução com ST, 90 outras. CSOSN análogo no Simples Nacional.

Marcação para IBS e CBS

Adicional durante a transição. Campos específicos conforme leiaute adaptado.

Marcação para IS

Em produtos sujeitos a IS (bebidas alcoólicas, açucaradas, alguns NCMs listados), marcação específica conforme regulamentação.

Onde a operação costuma errar

Cinco pontos.

CFOP genérico em operação específica

Aplicação de CFOP genérico (5.949, 5.949) em operação específica. Sefaz rejeita ou aceita com tratamento incoerente.

CST inconsistente com tratamento

CST 00 (tributada) em SKU com redução de base. CST 60 (ST anterior) em SKU sem ST. Auditoria detecta.

NCM divergente

NCM no catálogo diferente do produto físico. Cálculo, IPI, marcação ficam errados em sequência.

Marcação dual incompleta na transição

NF emitida só com tratamento antigo (sem IBS/CBS) ou só com novo (sem ICMS/PIS/COFINS) em período de coexistência. Reijeição na Sefaz.

Comprador não escritura corretamente

NF tecnicamente correta, mas comprador escritura de forma divergente. Comunicação prévia evita.

Como o motor Mastery cuida da marcação

A camada cloud assegura coerência.

CFOP automático por operação

Identificação automática do tipo de operação (revenda, indústria, consumidor final, devolução, remessa). Aplicação de CFOP correspondente.

CST coerente com tratamento

CST consistente com tratamento aplicado (alíquota, base, ST, redução, isenção). Em CSOSN, aplicação correta no Simples.

Marcação dual durante a transição

Campos de ICMS e PIS/COFINS preservados. Campos de IBS, CBS e IS adicionados conforme leiaute. NF-e sai consistente.

Memória de cálculo na NF

Detalhamento por tributo: base, alíquota, destaque. Suporte a auditoria.

Atualização do leiaute

Conforme leiaute SPED é atualizado, motor adapta. Sem deploy do cliente.

Cuidados operacionais

Atenção em cinco frentes.

Sincronização com ERP

ERP emite NF-e com dados do motor. Sincronização clara evita divergência.

Validação em homologação

Antes do go live ou de mudança relevante, emissão em ambiente Sefaz de homologação valida marcação.

Reavaliação por marco da Reforma

Em cada ano de transição, marcação revista. Time fiscal interno acompanha.

Comunicação com comprador escriturador

Em mudança relevante de marcação, comunicação evita atrito na escrituração do comprador.

Documentação centralizada

Cada NF logada, marcação documentada, suporte a auditoria.

Caso ilustrativo: indústria com ajuste de marcação na transição

Considere indústria B2B em 5 UFs com mix amplo entrando em 2027.

Estado anterior

NF-e emitida com marcação atual. Cancelamentos por divergência de CFOP/CST aconteciam.

Implementação com motor Mastery

Configuração automática de CFOP e CST por operação e SKU. Validação em homologação. Preparação para marcação dual em coexistência.

Resultado funcional

NF-e saindo coerente em coexistência. Cancelamento por divergência de marcação caiu. Os números são da operação do cliente, leitura interna, não auditoria externa.

Perguntas frequentes

A NF-e muda com a Reforma Tributária?

Sim, em adaptação. Em adição aos campos atuais de ICMS, IPI, PIS e COFINS, novos campos para IBS, CBS e IS são adicionados conforme leiaute publicado. CFOP e CST seguem coerentes com o regime aplicado.

Como tratar marcação dual durante a transição?

Campos de ICMS e PIS/COFINS preservados; novos campos para IBS, CBS adicionados. Motor fiscal aplica fração correspondente conforme cronograma. NF carrega marcação dual durante toda a transição entre 2027 e 2033.

ISS é substituído por IBS?

Sim, gradualmente. Na parte de serviços, IBS substitui ISS conforme cronograma da LC 214 de 2025. NFS-e municipal acompanha conforme padronização e regulamentação.

Como evitar rejeição de NF-e por marcação incorreta?

Configurar motor com CFOP automático por operação, CST coerente com tratamento, marcação dual durante a transição. Validação em ambiente Sefaz de homologação antes de mudanças relevantes. Reavaliação por marco da Reforma.

Como o motor Mastery cuida da marcação?

CFOP automático, CST coerente, marcação dual na transição, memória de cálculo detalhada por tributo, atualização do leiaute SPED conforme publicação. Sincronização com ERP para emissão consistente.


Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui orientação contábil, fiscal ou jurídica especializada. Regras tributárias podem variar conforme UF, regime tributário, operação, produto, NCM, CNAE e perfil do comprador. Valide seu cenário com profissional habilitado.


Próximo passo: Solicitar atualização de documentação fiscal

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