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Venda para uso e consumo no B2B: DIFAL e ICMS no pedido

Quem compra para uso e consumo fica com a mercadoria: peça de manutenção, EPI, material de escritório, equipamento. A cadeia termina no comprador, e o pedido muda. Na venda para outro estado entra o diferencial de alíquotas, a responsabilidade por ele depende de o comprador ser contribuinte de ICMS ou não, e o CFOP acompanha essa condição. Vale para o pedido que nasce no ERP, no e-commerce B2B, na loja D2C ou com o representante.

Em resumo

Na venda interestadual para uso e consumo, incide o DIFAL: a diferença entre a alíquota interna do estado de destino e a alíquota interestadual, prevista na Emenda Constitucional 87/2015. Se o comprador é contribuinte de ICMS, ele responde pelo DIFAL; se não é, quem responde é o vendedor, regra que a Lei Complementar 190/2022 levou à Lei Kandir. Quando o produto está em acordo de substituição tributária e o comprador é contribuinte, o DIFAL pode ser cobrado do vendedor por ST, conforme o Convênio ICMS 142/2018. O Aprova CNPJ diz quem é o comprador e o Motor Fiscal B2B | Agentic Tax calcula o pedido em tempo real.

A jornada do pedido de uso e consumo

  1. O pedido chega com CNPJ. Mesmo num canal pensado para consumidor final, como a loja D2C, o CNPJ muda o cenário fiscal. O Aprova CNPJ consulta diversas bases e aprova o comprador.
  2. Contribuinte ou não. A inscrição estadual define se o comprador é contribuinte de ICMS. Isso decide quem responde pelo DIFAL e como a nota é preenchida.
  3. A finalidade fica definida. Ela pode vir predefinida pelo canal, como a loja D2C, ou ser informada pelo comprador ao fechar o pedido.
  4. O motor calcula o pedido. DIFAL da operação interestadual, ICMS-ST quando o produto está em acordo e o comprador é contribuinte, FCP do destino, CFOP coerente e os benefícios fiscais a que a sua empresa tem direito, com a base legal de cada tributo. A GNRE do DIFAL sai calculada.
  5. O pedido volta ao ERP. Com o cálculo coerente, o ERP emite a nota.

Em qualquer canal da operação

O uso e consumo não é só assunto da loja D2C. A Mastery pode se ligar direto ao ERP e atender toda a operação: o pedido do e-commerce B2B, o da loja D2C, o do representante e o que entra por outro sistema conectado por API recebem o mesmo cálculo. A finalidade pode ser predefinida por canal ou informada no pedido. A Mastery se integra a VTEX, Shopify Plus, Magento, Zydon, GoDeep, SAP, TOTVS, Oracle e Sankhya, e a outros sistemas por API. Ver as integrações.

Onde o pedido de uso e consumo erra

DIFAL esquecido

O pedido sai como se fosse revenda, e o diferencial de alíquotas não entra no preço nem na nota.

Responsável errado

Comprador não contribuinte tratado como contribuinte, ou o contrário. A nota pode ser recusada pela SEFAZ (rejeição 300) e o DIFAL fica com quem não devia.

ST ignorada no uso e consumo

Quando o produto está em acordo de ST e o comprador é contribuinte, o DIFAL pode ter de ser retido pelo vendedor. Um ERP que só trata ST na revenda deixa esse imposto de fora.

CFOP de contribuinte para quem não é

A venda interestadual para não contribuinte usa 6.107 (produção própria) ou 6.108 (mercadoria de terceiros).

O que o Aprova CNPJ faz no uso e consumo

O Aprova CNPJ, hub de aprovação e enriquecimento de dados fiscais para vendas a CNPJ, identifica o comprador em qualquer canal, inclusive na loja D2C, e diz se ele é contribuinte de ICMS ou não. Consulta diversas bases, confirma situação cadastral, CNAE e regime tributário, e devolve o cadastro enriquecido para o ERP ou o e-commerce. É essa informação que decide quem responde pelo DIFAL. Conheça o Aprova CNPJ.

O que o Motor Fiscal B2B faz no uso e consumo

O Motor Fiscal B2B decide o cenário fiscal de cada pedido em tempo real. Calcula o DIFAL da venda interestadual e o FCP do destino, verifica se o produto está em acordo de ST que alcance o DIFAL, aplica os benefícios fiscais a que a sua empresa tem direito e devolve o CFOP coerente com a condição do comprador, com a base legal de cada tributo. A alíquota interna de cada estado está na tabela de DIFAL por UF, e o simulador de DIFAL mostra a conta. Veja como funciona o motor.

Case: Midea

750 pedidos com CNPJ por mês aprovados na loja D2C

A Midea vendia na loja D2C, mas cancelava os pedidos feitos com CNPJ: pequenas empresas que compravam com cartão PJ para uso próprio. Sem validação fiscal automática, cada pedido exigia conferência manual. Com a Mastery, a loja passou a validar CNPJ, regime tributário e situação cadastral em tempo real e a aprovar 750 pedidos com CNPJ por mês, cerca de R$ 935 mil por mês em vendas. Ver o case completo.

Caso interno Mastery, dados de operação do cliente, não auditados externamente.

Uso e consumo ou revenda: o que muda

Revenda Uso e consumo
Quem compraContribuinte que vai revenderEmpresa que usa a mercadoria, contribuinte de ICMS ou não
ICMS-STRetida pelo vendedor substituto quando o produto e a UF exigemPode alcançar o DIFAL, se o produto estiver em acordo de ST e o comprador for contribuinte
DIFALNão se aplicaIncide na venda interestadual
CFOP da venda interestadual6.101, 6.102 ou 6.4036.101 ou 6.102 para contribuinte; 6.107 ou 6.108 para não contribuinte
Crédito de ICMS do compradorGera créditoSó para entradas a partir de 1º de janeiro de 2033

Leitura geral: o tratamento varia por mercadoria (NCM e CEST) e por regulamento de cada estado. Para o outro cenário, veja venda para revenda no B2B. A comparação completa está em uso e consumo vs revenda.

Perguntas frequentes

Venda para uso e consumo tem DIFAL?

Na venda interestadual, sim. O DIFAL é a diferença entre a alíquota interna do estado de destino e a interestadual, e vale para comprador contribuinte ou não, conforme a Emenda Constitucional 87/2015. Na venda dentro do mesmo estado, não há DIFAL.

Quem não tem inscrição estadual tem que pagar DIFAL?

Não. Quando o comprador não é contribuinte de ICMS, quem responde pelo DIFAL é o vendedor, conforme o art. 4º, § 2º, da Lei Complementar 87/1996, com redação da Lei Complementar 190/2022.

Uso e consumo tem ICMS-ST?

Pode ter. O Convênio ICMS 142/2018 estende a substituição tributária ao DIFAL quando o produto está em acordo de ST e o comprador é contribuinte. O resultado depende do produto e do estado de destino.

Qual CFOP de venda para uso e consumo?

O CFOP da venda segue a origem da mercadoria e a condição do comprador. Para contribuinte em outro estado, 6.101 ou 6.102; para não contribuinte, 6.107 ou 6.108. Na nota de entrada, o comprador registra a compra para uso e consumo com o 2.556. Confira na tabela CFOP oficial.

Uso e consumo gera crédito de ICMS?

Só para mercadoria que entrar a partir de 1º de janeiro de 2033, pelo art. 33 da Lei Complementar 87/1996, com redação da Lei Complementar 171/2019.

Seu pedido de uso e consumo sai com o DIFAL certo?

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